Causas da diabete infantil ainda são desconhecidas
Pâmela Peralta
Natasha Fernandes
Hoje em dia muito se houve falar sobre diabete infantil. A doença, que antigamente era vista como sendo de idosos, tem sido cada vez mais diagnosticada em crianças e jovens. Segundo o Dr. André de Vasconselos, nas crianças a causa da diabete, que é uma doença metabólica na qual há a diminuição da secreção de insulina pelo pâncreas, levando ao aumento dos níveis de glicose no sangue, é auto imune. ‘Os anticorpos criados pelo nosso próprio organismo combate as células pancreáticas que secretam a insulina’, explicou Vasconcelos.
Existem dois tipos de diabete: tipo 1 tipo 2. A diabete tipo 1 é a mais comum entre as crianças, ela está relacionada à falta de insulina, que consequentemente, gera a falta de controle da taxa de glicose. Apesar de muitas pesquisas já terem sido realizadas, não se sabe ainda qual a causa da destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou o porquê do diabete aparecer em certas pessoas e em outras não. Fatores hereditários parecem ter um papel importante, mas o distúrbio nunca é diretamente herdado. Os diabéticos ou as pessoas com diabetes na família, não devem ter restrições quanto à ter filhos.
A nutricionista Maria Carolina Neves afirma que o grande consumo de alimentos mais ricos em carboidratos (doces, batata, arroz, macarrão, biscoito e bebidas alcoólicas), faz com que o pâncreas precise trabalhar mais, aumentando assim a taxa de glicose e a necessidade de injetar insulina. Medidas como aleitamento materno, a prática constante de exercício e uma alimentação saudável ajudam na prevenção da doença. A criança precisa de uma dieta rica em fibras e pobre em açúcar, com seis refeições ao dia. O ideal é retirar da alimentação os açúcares de absorção rápida como açúcar refinado, mascavo, cristal e mel. Consumir de maneira moderada os açúcares de absorção lenta como massas, tubérculos e frutas. Adoçantes devem ser usados por crianças a partir de um ano de idade. A nutricionista alerta sobre os cuidados, acompanhamentos necessários e as dietas de crianças diabéticas confira o vídeo.
Cerca de 70 mil crianças a baixo dos 14 anos, estão desenvolvendo esta doença por ano no mundo, sendo que o total hoje já chega a 440 mil e todas com menos de 14 anos. Os principais sintomas da diabete são: beber água em excesso, urinar muito, ter muita fome, além de comer exageradamente e não engordar, ao contrário emagrecer.
Por ser considerada uma doença crônica, seu aparecimento é súbito, surgindo desde as primeiras semanas de nascimento até os 30 anos de idade. Na puberdade as incidências tendem a serem mais comuns. Gustavo Schaefer hoje com onze anos sabe como é ter sua alimentação e hábitos totalmente reestruturados aos três anos e meio de idade. Depois de várias suspeitas sobre outras doenças, Mônica M. Schaefer a mãe do menino finalmente tomou conhecimento sobre a diabetes tipo 1. Como em todas as famílias com crianças que adquirem esta doença, no começo o impacto particular na vida da criança e da própria família é muito grande. Mônica comenta que as alterações do dia-a-dia não puderam ser ignoradas, sendo uma delas a medição de glicemia (pelo menos três vezes ao dia), aplicação de insulina, regulação da atividade física e da alimentação’. Confira o áudio de Mônica Shaefer contando sobre a rotina do filho.
Já a diabete do tipo 2, acontece quando as células resistem à ação da insulina, mesmo que sua produção seja normal. Apesar de que comparada a tipo 1, a maioria das vezes a causa da doença é hereditária. Mas nem todos os casos ocorrem por este motivo, pois hoje em dia muitas crianças estão desenvolvendo a tipo 2 em decorrência da obesidade e a falta de atividade física.Cerca de 200 crianças adquirem a diabetes tipo 2 por dia no mundo.
Dr. Vasconselos afirma que os sintomas deste tipo de diabetes são menos proferidos e esta é a razão para considerar que este tipo de diabetes seja mais "manso" que o Tipo 1. Mesmo que seus sintomas possam permanecer desapercebidos por muito tempo, o controle das taxas são essenciais. Uma vez que a saúde do individuo pode estar correndo sérios riscos.
O médico ainda alertou sobre os problemas que a diabete pode trazer para a vida do doente se não tratado adequadamente. ‘A diabete pode causar conseqüências agudas, como o coma diabético. Além de problemas crônicos como a lesão e a obstrução da pequena e grande circulação arterial que acarretam doenças cardíacas, ulceras de pernas, amputação de membros, cegueira, insuficiência renal, entre outras’, afirmou Vasconselhos.