Pular corda é a nova moda para manter a forma
Camila Patekoski Marcusso
Carmem Helena Vieira Madrilis
Karoline Rabello
Se você pensa que pular corda é só brincadeira de criança, você ainda não conhece o rope skipping, ato de pular corda associado a manobras e coreografias. O projeto Unijump existe em Campinas desde 2001 e visa divulgar a modalidade. O grupo conta com oito pessoas na equipe de apresentação e cerca de vinte cinco nos treinos que acontecem no Ginásio da Unicamp.
A prática surgiu nos Estados Unidos na dédaca de 60 como um programa de desenvolvimento da aptidão física e melhora do sistema cardiovascular e se configurou como uma modalidade esportiva com regras, saltos definidos e federação internacional.
Apesar de ser um esporte de competição em muitos países, só chegou ao Brasil em 2000 e não conta com campeonatos nacionais.
Segundo Juliana Brandão, monitora do projeto “Unijump”, o esporte traz benefícios cardiovascular, cardiorrespiratório e melhora o condicionamento físico do praticante. De acordo com o mestre em educação física e saúde Aluísio Menin Mendes, a prática desta atividade também pode trazer malefícios se for feita de maneira inadequada, como por exemplo, pular durante muito tempo para quem está despreparado, usar calçado inadequado ou praticar sobre um piso muito duro. É importante ter uma corda flexível e adaptada a estatura do praticante e utilizar um tênis com solado macio e que absorva os impactos.
O estudante Leonardo Novaes de Nascimento pratica a modalidade há cinco anos e diz que notou mudanças na postura e no condicionamento físico. Além disso, a prática coloca em ação grandes grupos musculares, trabalha a coordenação, a resistência aeróbica e anaeróbica, a força de resistência de membros inferiores, exercita o cérebro e muitas outras, segundo o professor Mendes.
Mais que benefícios para saúde, o rope skipping se configura como uma ótima maneira de perder peso. Para André Luis da Silva, professor de boxe há 10 anos, pular corda ajuda a queimar calorias (cerca de quinhentas em uma hora de exercício contínuo) o que equivale a duas horas de pedalada em uma bicicleta ergométrica.
Vale lembrar que os objetivos do esporte são alcançados a longo prazo. O professor Mendes recomenda que os iniciantes façam pausas entre os saltos até adquirirem melhor condicionamento diminuindo o tempo de intervalo. “Os resultados não são imediatos, são progressivos e dependem do desempenho de cada pessoa”, enfatiza Juliana.