A alternativa do cinema

Daniel Abdala
Fernanda Benites

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Nem só de filmes comerciais vive o cinema. Existe um nicho muito grande de filmes alternativos e cults. Atualmente a maioria das pessoas se quer ficam sabendo das estréias e títulos destes gêneros, pois são bombardeadas de filmes comerciais pela mídia e meios de comunicação. Além disso, existe uma confusão por parte do publico sobre filmes denominados cults e os alternativos.
Para Reginaldo Záglia, crítico de cinema, os cults vem da expressão cultuados, isso é, que agradam um determinado número de pessoas agregando assim uma parcela de fãs. Para ele, esse estilo de produção é única e se diferencia pelo seu enredo e contexto jamais visto antes. “Tarantino, por exemplo, é considerado um cineasta cult, isso porque seus filmes são inéditos, mesmo tendo apoio de grandes produtoras e muito investimento”, explica Reginaldo.
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Títulos como: Tomates Assassinos, Dogville e Star Wars também podem ser considerados como cults.
Já o cinema alternativo tem como proposta discutir um tema e até mesmo emocionar a sua platéia com o desenrolar da história. Os autores e cineastas alternativos normalmente não recebem muitas verbas e lançam suas películas como produção independente.

Hélcio Henriques, proprietário do Cine Paradiso, local de exibição do gênero alternativo em Campinas, salienta que o grande diferencial entre os filmes comerciais (popularmente conhecidos por “cinemão”) e os alternativos, é a fácil assimilação e esquecimento rápido dos filmes Hollywoodianos. O alternativo por sua vez, é um movimento cinematográfico, mais ligado a sua exibição e mensagem, do que a sua produção propriamente dita. O italiano A vida é bela de Roberto Benigni é um exemplo clássico.
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Rafael Mello, frequentador do Cine Paradiso, acredita que os estilos de obra em questão jamais vão acabar. “Nunca vai deixar de existir esse tipo de cinema, pois as pessoas também cansam de filmes comerciais, então buscam os alternativos, até mesmo para encontrar alguma resposta para vida”.
A grande dificuldade para a produção de títulos que fogem do convencional é a aversão que existe dentro das indústrias de filmes. “O preconceito parte mais das produtoras do que do publico propriamente dito”, finaliza Reginaldo Záglia.